Cerca de 55 servidores civis da Defesa Civil Estadual do Paraná foram treinados na condução de veículos 4x4 em áreas com obstáculos, alagados e inclinados, para garantir acesso seguro a locais de difícil entrada durante emergências.
Cerca de 55 servidores civis da Defesa Civil Estadual de todo o Paraná participaram de uma capacitação para a condução de veículos 4x4 em terrenos com obstáculos, alagados e com grande inclinação.
55 servidores civis aprendem a dirigir em condições adversas
No treinamento em Tijucas do Sul, ao longo da sexta-feira (30/10), foram repassadas orientações teóricas e práticas sobre como trafegar com veículos em condições adversas. Essas situações são comuns durante vistorias e atendimentos de ocorrências em casos de desastre.
Para o tenente-coronel Daniel Lorenzetto, chefe da Divisão de Gestão de Riscos e Desastres (DGRID), esses exercícios permitiram aos servidores civis conhecer detalhes operacionais dos veículos em situações que fogem do esperado.
Objetivo é garantir acesso em situações extremas
São inúmeros os obstáculos que os nossos profissionais encontram em campo na vistoria de uma área afetada ou de risco. Nossas caminhonetes são todas 4x4 e essa pista simula as possibilidades que requerem conhecimento off road, explicou.
Dessa maneira, nossos operadores passam a conhecer as capacidades do veículo, qual mecanismo acionar e como sair de situações com desafios. Precisamos assegurar que sempre vamos conseguir ir até a ocorrência sem colocar a nossa equipe em risco ou prejudicar o atendimento, acrescentou.
Equipe de servidores civis e militares
Atualmente, o quadro da Defesa Civil Estadual possui 175 funcionários, metade composta por militares, como bombeiros, policiais militares ou CMEIVs (Corpo de Militares Estaduais Inativos Voluntários).
Primeira vez dirigindo em terreno difícil
O treinamento envolveu equipes dos Núcleos de Atuação Regional (NAR), que atuam em diferentes regiões do estado, e funcionários da sede da Defesa Civil em Curitiba.
Esta foi a primeira vez que a contadora Solange de Carvalho dirigiu um veículo nessas condições. Após um dia de prática, ela saiu confiante diante do desafio apresentado.
Tive que superar alguns medos, mas foi muito gratificante. Estou mais confiante para auxiliar em campo se um dia for requisitada, comemorou.
Clima e desafios para os técnicos
Alguns profissionais dividem as atividades entre a Defesa Civil na capital e as constantes viagens para diversas regiões do estado. É o caso dos geólogos e engenheiros que atuam diretamente nas vistorias e no acompanhamento de obras emergenciais.
Engenheiro Daniel Sentone destacou o impacto climático.
Especialmente com as ocorrências ligadas ao El Niño, o grande volume de chuva faz com que muitos lugares sejam difíceis de entrar pelas condições dos locais, com deslizamentos e erosões associadas, detalhou.
Quase sempre lidamos com situações muito adversas. Essa preparação vai trazer maior segurança para todos nós, especialmente acessando locais nessa época de grandes acumulados de chuva, avaliou.
Rotina técnica e risco em campo
Caroline Haluch é especialista do Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd). Sua rotina envolve viagens semanais para análises técnicas requeridas pelos municípios, com emissão de laudos com parecer do Estado.
O trabalho realizado em parceria com outros colegas da Defesa Civil passa por áreas de risco, muitas delas de difícil acesso. Quando estamos em campo não tem como prever o que vamos encontrar. Não podemos nos tornar mais uma vítima, afirmou.
Estamos indo para prestar assistência. Precisamos estar preparados e ajudar de maneira eficaz, completou.
Outros treinamentos complementares
Nesta semana, a equipe participou também de um treinamento de instrução de nivelamento. Foram repassadas noções gerais sobre o Sistema de Comando de Incidentes (SCI) e atendimento pré-hospitalar em casos emergenciais com vítimas feridas.
Essa preparação aprimora o trabalho dos servidores em campo e na organização interna nas ocorrências, permitindo maior celeridade e assertividade em cada função.


Veículos da Defesa Civil são usados em áreas de difícil acesso. Foto: Jonnathas Torá/ Cena 2





