O IGP-M subiu 1,57% em setembro, acumulando 3,34% em um ano. Essa alta faz o custo de aluguéis e contratos subirem, impactando diretamente o bolso dos locatários e locadores.
O Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) registrou uma alta de 1,57% em setembro deste ano. No mês de agosto, o mesmo indicador tinha mostrado uma queda de preços (deflação) de 0,22%. Esse índice é fundamental para calcular o reajuste anual de aluguéis e outros contratos de serviços.
Os dados foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (29). Com a nova alta, o IGP-M acumula um aumento de 3,45% no ano de 2026 e de 3,34% nos últimos 12 meses. Essa variação é o principal termômetro para definir quanto os contratos serão reajustados.
Resumo rápido dos impactos da inflação
- Alta mensal: O índice subiu 1,57% apenas no mês de setembro.
- Acumulado anual: Nos últimos 12 meses, o custo total aumentou 3,34%.
- Causa principal: A inflação no atacado (preços de produtos vendidos em grandes quantidades) disparou para 2,08%.
- Impacto no varejo: Os preços dos produtos de consumo (varejo) voltaram a subir, atingindo 0,50%.
- Construção: O custo da construção teve uma alta mais leve, de 0,25%, desacelerando em relação ao mês anterior.
Quem causou a alta nos preços
A inflação no atacado foi o principal motor dessa escalada de custos. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede o preço dos produtos vendidos por fábricas e produtores, mudou de tom: saiu de uma queda de 0,34% em agosto para uma alta expressiva de 2,08% em setembro. Isso significa que a matéria-prima e os insumos ficaram mais caros para quem produz.
No comércio de varejo, que afeta o consumidor final, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também reverteu a tendência. Ele passou de uma queda de 0,41% em agosto para uma alta de 0,50% em setembro. Ou seja, o custo de vida básico voltou a pressionar o orçamento das famílias.
Comparação com o ano passado
Para entender a magnitude do cenário atual, é necessário olhar para o histórico. Em setembro de 2025, o IGP-M havia registrado uma taxa bem menor: 0,42% no mês e 2,82% em 12 meses. A comparação mostra que o ritmo de inflação de 2026 está mais acelerado do que o observado no mesmo período do ano anterior.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que mede o custo dos materiais e serviços da obra, apresentou um comportamento diferente. Ele teve uma inflação mais moderada, registrando 0,25% em setembro, contra 0,41% em agosto. Essa desaceleração pode beneficiar projetos de construção em médio e longo prazo.
Portanto, o cenário de setembro indica um aumento de custos que deve refletir diretamente nos reajustes de contratos de aluguel e serviços assinados durante o ano, exigindo atenção de locatários e empresas que utilizam o IGP-M como referência contratual.







