O Fundo Estratégico do Paraná (FEPR) foi eleito finalista do 31º Prêmio Tesouro Nacional de Finanças Públicas, competindo com iniciativas de outros estados na categoria de soluções em gestão fiscal.
O Fundo Estratégico do Paraná (FEPR) garantiu uma vaga entre os finalistas do 31º Prêmio Tesouro Nacional de Finanças Públicas. A iniciativa do governo paranaense busca reconhecimentos de projetos que melhoram a administração do dinheiro público por meio de práticas inovadoras e debates qualificados sobre orçamentos e gastos. A lista de propostas selecionadas foi divulgada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) na quarta-feira, 28 de outubro de 2026.
O projeto compete na categoria 'Soluções em Gestão Fiscal'. Nessa disputa, são avaliados critérios como o impacto social gerado, a qualidade técnica da solução, a viabilidade de implementação e o potencial de replicação em outras regiões. A iniciativa paranaense se destaca por ser uma ferramenta moderna de organização financeira do estado.
- O FEPR é um fundo soberano focado em desenvolvimento econômico, sustentabilidade e preparação para desastres.
- O prêmio é concedido pelo Tesouro Nacional a projetos que inovam na gestão fiscal do país.
- O Paraná concorre pela segunda vez nessa categoria, tendo ficado em 3º lugar em 2025.
- O fundo possui três reservas separadas para investimentos, segurança financeira e emergências.
- A premiação final será anunciada em cerimônia em Brasília, no dia 8 de dezembro.
O que o Fundo Estratégico faz pela economia
Para Carin Deda, diretora do Tesouro Estadual, o reconhecimento da STN é um motivo de orgulho para todo o Paraná. Ela explica que o FEPR foi criado para ser mais do que um simples fundo soberano. O objetivo é ser um pilar para o crescimento econômico do estado nos próximos anos, unindo a segurança fiscal à atração de investimentos.
Carin destaca que o fundo serve para consolidar um ambiente de negócios seguro. Ele conecta a estabilidade financeira e social à execução de projetos de grande porte. Estar entre os finalistas da premiação nacional confirma que a estratégia adotada pelo governo estadual está no caminho certo.
Concorrência e histórico de sucesso no Prêmio
O FEPR compete contra outras duas iniciativas de destaque nacional. Os adversários são o 'Painel Receita', da Receita Federal do Brasil, e o 'Sistema de Execução da Despesa Automatizado', da Secretaria de Planejamento de Minas Gerais. O resultado final, que revelará o vencedor, será anunciado em 8 de dezembro, em uma cerimônia em Brasília.
O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, celebra a conquista. Para ele, estar entre as três melhores soluções em gestão fiscal do Brasil é uma honra enorme. O Paraná, segundo o secretário, tornou-se um exemplo nacional de como fazer uma boa política fiscal, inspirando outros estados a adotarem práticas semelhantes.
Este é o segundo ano seguido que o estado aparece entre os finalistas da premiação. Em 2025, o Paraná ocupou a terceira colocação na mesma categoria, com o 'Painel de Gestão Fiscal', desenvolvido pela Assessoria Técnica de Economia da Secretaria da Fazenda. O resultado de 2025 reforça a consistência da gestão paranaense no setor.
Como funciona a estrutura do FEPR
Criado em dezembro de 2025, o FEPR é um fundo soberano dividido em três reservas distintas. Cada uma possui finalidades e regras específicas para garantir a segurança financeira do estado. A estrutura visa equilibrar o crescimento econômico com a prudência na gestão dos cofres públicos.
A primeira reserva é a 'Reserva de Investimento Estratégico' (RIE). Ela financia projetos estruturantes que promovem o desenvolvimento, como obras de infraestrutura, logística e inovação tecnológica. Com a Reforma Tributária, os estados não poderão mais usar benefícios fiscais para atrair empresas. Essa reserva servirá para compensar essa perda, garantindo a continuidade de políticas de incentivo, como o programa Paraná Competitivo.
A segunda é a 'Reserva para Sustentabilidade Fiscal' (RSF). Funciona como um colchão de segurança para manter as contas em dia a médio e longo prazo. Um dos objetivos centrais do FEPR é garantir que o índice de liquidez do estado (Capag) se mantenha, no mínimo, em 5%.
A terceira é a 'Reserva para Enfrentamento de Desastres' (RED). Ela cria uma poupança específica para calamidades públicas. A estimativa é aplicar R$ 350 milhões nessa reserva, garantindo recursos imediatos para situações de emergência, como enchentes e outros desastres naturais.


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