Uma mulher é investigada por alugar uma residência por aplicativo, furtar os móveis e vendê-los por R$ 3,8 mil. A Polícia Civil localizou os itens em Içara (SC) após rastrear o pagamento Pix. A loja que comprou os móveis foi autuada por receptação. A suspeita continua foragida.
Uma mulher está sendo investigada pela Polícia Civil após alugar uma casa através de um aplicativo de hospedagem e, em seguida, vender os móveis que pertenciam ao imóvel. A residência está localizada em Balneário Rincão, no sul de Santa Catarina. Parte dos itens roubados foi encontrada por agentes em uma loja de móveis usados na cidade de Içara.
A apuração dos fatos teve início quando o dono da casa procurou a delegacia para registrar o furto. Com base nas informações prestadas, policiais da 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma identificaram a suspeita através do perfil que ela criou na plataforma digital. A equipe também monitorou as transações bancárias para rastrear o dinheiro obtido com a venda dos pertences.
- A suspeita alugou a casa via aplicativo, mas subtraiu o conteúdo do imóvel.
- Os móveis foram recuperados em uma loja de usados em Içara.
- O comerciante pagou R$ 3,8 mil via Pix pela compra dos itens furtados.
- Dono da loja foi preso em flagrante por receptação culposa.
- A mulher continua foragida; família afirma que não tem contato desde maio.
Rastreamento bancário leva policiais à loja de usados
As investigações direcionaram os policiais até um estabelecimento comercial em Içara especializado em móveis de segunda mão. O proprietário do negócio confessou que havia realizado um pagamento de R$ 3,8 mil, via sistema Pix, diretamente para a conta da mulher, a fim de adquirir os objetos removidos da residência alugada.
Parte significativa dos móveis foi recuperada naquele local. O comerciante foi autuado por receptação culposa, crime que ocorre quando alguém compra algo de valor consideravelmente baixo, sem saber que é produto de crime, na Central de Plantão Policial.
Família da suspeita nega contato e cita outros passivos
Durante as buscas, a Polícia Civil contatou os pais da mulher investigada. Os familiares declararam que não mantêm qualquer contato com a filha desde o mês de maio. Eles também informaram que ela já responde a outros processos judiciais, incluindo uma investigação por furto qualificado conduzida pela Delegacia de Polícia de Içara.
Os parentes relataram ainda que já haviam registrado um boletim de ocorrência contra a própria filha, devido a empréstimos fraudulentos que teriam sido feitos utilizando o nome da mãe da suspeita.
O inquérito policial referente ao furto dos móveis foi concluído e os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário para a análise final. No momento, a mulher não havia sido localizada, e a Polícia Civil mantém diligências ativas para encontrar e prender a investigada.







